quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: É canon, sim!


















A segunda parte da minha retrospectiva 2014 perpassa para um fator mais histérico: ships! Aqueles casais fictícios - ou não - e cheios de magias que em suas trajetórias passam por momentos sofridos, felizes, apaixonantes e principalmente surtáveis. O que seria ápice dos nossos ships sem nossos surtos? Se envolver nessa empreitada é algo meio único. Só quem gosta, entende as emoções de ser shipper. Então, para marcar minha história com meu primeiro ship, SasuSaku, e que é finalmente CANON, vai aí um vídeo que contém todas as reações e felicidade em ver meus casais canonizados!

E não foi apenas SasuSaku que assinaram a sentença de happy end este ano. Caskett e casórios entram nas memórias também.

Avisos: Muitos surtos nada normais. Enjoam da minha voz chata. Das minhas caras cômicas. E do cabelo desarrumado. Alguém surta igual?





Conceitos:
Ship: Termo baseado na palavra 'relationship'. Designa um determinado casal.
Ship war: Guerras entre os fãs de casal. Geralmente quando há mais de uma possibilidade de final para uma história, os shippers brigam até o fim na esperança de canon.
Canon: Um casal que de alguma forma foi pré-estabelecido na história original. Se o autor deixou claro que esses dois personagens estão, irão ou poderão ficar juntos, eles são Canon.
Muitos outros ships canon para 2015! Quais são os desejos?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: Comunicação - Jornalismo














Época de vestibular, pressões com aquelas provinhas chatas de marcar. Uma lista com seu
nome de aprovado teoricamente trará seu futuro, sua próxima caminha para o ofício. E talvez o clímax de toda a ansiedade nesse mundo “quase acadêmico”, é justamente confirmação – ou não – de nosso singelo nome naquela listinha temida. E não adiantou muito fugir, desligar o wi-fi e 3G esse ano, porque a UESB adiantou logo e me aprovou. E depois SISU. Não esperava, mais que bom que foi tudo positivo.


Comunicação era a escolha. Por quê?  Ao homem é impossível não se comunicar. Entre outras habilidades, vamos privilegiar a de contar histórias reais.  Então, depois de um cybertrote do terror, outros trotes bem mais sujinhos (sinto o cheiro de perfume barato até hoje no meu cabelo), vamos de: Jornalismo UESB 2014.1! 

Fotos: Paula Joane
Kelvin Yule

E se é para começar uma nova etapa, nada como intensificar as novidades mudando também em novos âmbitos e terrenos. Nesse percurso longe 153 km de Jequié city e de tudo que eu conhecia até hoje por ser ‘minha cidade’, comecei a desbravar e me acostumar com novas rotinas, percursos, clima, frios... tudo. Lidar com a saudade, sim. Mas, talvez tenha sido um dos passos mais inusitados, diferentes e que bagunçaria toda uma comodidade, por vezes entediante e acrescentaria muitas novas maturidades.  


Academicamente falando, achei variadas afinidades, aptidões e conteúdo que eu poderia gritar “vou dominar o mundo usando isso”. Encorajando as partes mais gostosas da área de humanas que tenho dentro de mim. Impulsionando uma melhorar escritas, posturas, retóricas. Já outras teorias não foram recebidas com tanta adesão ou divertimento. Mas, faz parte a existências de campos variados e pessoas que sempre se direcionará para um diferente.
Fotos: Paula Joane


Sobre o ofício, tratamos logos de desmentir e descontruir alguns conceitos. Falar que imparcialidade não existe, mas que ser parcial está longe de ser tendencioso. Falamos de concretos pensados, cybercultura e imediatismo e homens cordiais. Quebramos espelhos, falamos de identidades. Sermos mais críticos, um pouco confusentos, mas sempre problematizar e aprender. 

Cansamos também de fazer artigos que tiram o sono, de aprender lógicas e coisas chatas da ABNT. Suamos com seminários que me fizeram dançar a sala toda enquanto falava. Mas também arriscamos nos primeiros passos de ganhar o Grammy e o Pulitzer! E fomos ativas percorrendo os solos infinitos da universidade atrás das primeiras fontes... que acabaram em macarrão Ravióli. Nada como também ter feito cobertura completa dos gritos de gol da Copa e nas redes sociais. E eleições. E mais uma vez redes sociais. E haja olho; “mal consigo acompanhar os movimentos” dos tweets e dos televisivos. Roubei os postes e luzes da faculdade (aqui). E atravessamos na força e na fé o deserto da Olívia Flores naquelas mil e umas greves de ônibus.


E falo em 1ª pessoa do plural muitas vezes aqui, porque segundo Stuart Hall (2002) as identidades estão em descontinuidade e é muito gratificante quando pessoas encontram espelhos para se identificarem; aderirem. Nos estudos da recepção, que bom que encontrei nos conteúdos uma adesão para meus gostos. E principalmente pessoas, Novinhas, para aderir audiência, público, construção juntas.

Foto: Reprodução


Começar um curso é sempre um desafio interessante. Parece decisivo para um futuro. E quando se fala de carreira é quase consequentemente um passo sempre questionado. Mercado, concorrências, realização pessoal. Como todo ramo existirá seguimentos que botarão em cheque alguns retornos. Talvez eu seja pobre no Jornalismo. Mas, posso ser a profissional que trilhe uma boa formação. Nada nunca será como idealizado, porém pode-se extrai um novo olhar e diferentes alternativas. E talvez ali eu tenha achado minha afinidade. Terminarei a trajetória que até agora consta como uma aventura. Se não for nada disso, outros caminhos se poderão ser seguidos mais tarde, por que não?!


Então, como maior e mais nova experiência vivida, essa iniciação na graduação tinha que ser digna de retrospectiva. 


Nada de classificar esse texto em algum gênero jornalístico sério. São Quase-Memórias-Minhas!


9,5 para esse fator do ano! Afinal, não posso perder a característica de Ovelhinha Negra de sempre.




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Review: Castle 6x17 - In the Belly of the Beast.














Olá! Já é clichê eu começar as postagens com um "quanto tempo". Considerando que dessa vez foi um graaaaande tempo mesmo. Mas lá vou eu novamente na tentativa de trazer algumas postagens para o blog e quem sabe outros projetos. 

Dessa vez vou voltar com uma review sobre uma das minhas séries favoritas, Castle. De um episódio muito bom da sexta temporada e que serviu como um texto teste para eu assumir as reviews dela no site Temporada Em Série. Quem quiser ver as outras podem encontrá-las aqui. Deixo essa sessão aberta para caso qualquer série/filme aleatoriamente mereça uma review e venha uma inspiração, posso vir postar aqui. 



Castle 6x17:  In the Belly of the Beast.



“Mas é da Beckett que estamos falando. É sua noiva, mas também é uma policial muito boa, não a subestime.”


Mosaico de emoções. Se há um personagem em Castle que desde a 1ª temporada conquistou seus expectadores e o protagonista masculino pela sua intensidade, foi Katherine Beckett. Em seis temporadas, a evolução de sua força, a variância de suas emoções e principalmente seu desabrochar firmou um personagem com dégradés intensos e admiráveis de acompanhar. Em In the Belly of the Beast, meu prazer maior de assistir esse incrível episódio, foi mais uma vez sentir um personagem tão bem explorado e aprender cada vez mais um novo lado de seus infinitos particulares. 

Sim, é de Beckett que estamos falando. Aceitando uma missão em um dia prazeroso de
folga, a detetive não só foi direcionada ao perigo, como também assumiu a condução de 40 e poucos minutos com um gostinho intenso em Castle que poucas vezes tive a oportunidade de sentir. Já vi Beckett em inúmeras situações de quase morte, enfrentando medos e traumas, quebrando muros de sentimentos, e reconstruindo uma personagem de um perfil totalmente diferente do que um dia fora. É intrigante observar e ainda pensar como uma Beckett de tempos atrás reagiria nesse episódio. E mais belo ainda é ver como dentro de um personagem, há uma explosão de sentimentos revigorantes. A Beckett de hoje ama e necessita verbalizar seus novos alentos. E isso não revela sua fraqueza. Muito pelo contrário, transborda razões pelo qual viver. Beckett se agarra em sua missão, faz dela o ponto máximo de um medo, e o máximo de sua coragem. Enquanto ela jogava água em sua face encarando um espelho, tentava manter seu foco e poderia ter desmoronado, mas afirmou sem dúvidas: tinha que viver.

E 47 mil palmas para Stana Katic que viveu a verdade de cada cena de sua personagem. Um último suspirar imerso em água, uma tortura firme e agonia presente, foram o pico. Mas minha ressalva e contemplação maior foi o modo como ela absorveu e passou cada mínima mudança de comportamento da Beckett no seu maior destaque nesse episódio: Para cada tela suja e terreno desconhecido, uma tinta humana e adaptativa. É aqui que firmamos e valorizamos Katherine. Não importa onde, em DC, no loft, num quadro brando simples de assassinato... É aquela que honra o que lhe é designado não importa quanto desconhecido pareça.


“ - Você o deixa no porão?
- Ele gosta de lá. Ele acha que combina com ele.”


Aquietando essa necessidade que tive de iniciar falando da melhor parte humana retratada nessa produção, retomo ambientando e sou jogada literalmente num cenário sufocante diferente de tudo que Castle já buscou. Não era só o Ryan trazendo uma informação dos narcóticos que ajudaria na investigação. Exploraram as cenas, personificaram as inferências de crimes de becos e pessoas sujeitas a trabalharem ilegalmente. Acostumada a crimes de pessoas solitárias atrás de atenção, ser jogada para o porão, ralos de sangue, paredes sujas e ar clandestinas, provocou um impacto diferente. O contato era próximo, a espiada pela janela à van cheia de mulheres era sombria.




E como bom convite para o episódio não temos uma vítima estirada ao chão pelo qual explorar. Toda a trama é direcionada por uma operação ativa de outro departamento. O chamariz para nos prender era mistério de quem realmente era Elena Markov e o quanto Beckett estaria encrencada, até o Lazarus e o sentimento de que este poderia revelar decisivos destinos. Os ângulos são diferentes e gostei bastante dos recursos que reforçaram essa percepção. A utilização de uma voz narrativa tanto para orientar Beckett via escuta até o hotel, como também usada por ela na van deram a ideia de um 3ª plano em ação, sem precisar de um diálogo ou conversa jogadas de uma só vez para expor a trama ou explicar o que estava acontecendo. 

E já que citei vozes ativas, também queria destacar a presença da Gates no episódio. Achei a condução que a capitão deu a investigação racional, mas com uma imposição marcante e zelosa pela sua subordinada. Assim como Castle. Eu preciso expor que amei ver a preocupação do personagem e ainda ressaltar o quão ele também tem suas variâncias. Eu não esperava ver e nem queria a mesma aflição e desestabilidade que mostrou em Target com sua filha Alexis. São relações diferentes, convivências e histórias diferentes. Com a própria Beckett ele já viveu inúmeras situações de risco. E é ai que está a magoa maior. Sua impotência. Não poder estar junto para dividir com sua parceira a dor do momento. É uma preocupação calada, sufocante. E achei tão bem colocada que me lembrou muito o episódio Rise, quando Beckett estava no hospital.  Ele se reclui em seus complexos, pela falta de quem melhor consegue trazer todo um mundo guardado nele à tona. 

Quando chegamos ao clímax e disfarces de Elena com identidade de Lazarus se interceptaram na mesma ânsia de “é agora que tudo se revela”,eu simplesmente fiquei estática pela voz do grande chefe. Agradeço tanto a falta de spoiler, porque realmente achava que se não era tal vilão, seria outro, foi surpreendente. Um inimigo do passado, e parecia tão culpado na 3ª temporada, desdenhoso com Johanna Beckett e sua filha, se revela realmente tão sujo e inevitavelmente ligado a trama mais trabalhada da série. 
Dando um “google” rápido no significado de Lazarus, encontro  aquele que Deus traz a vida. Acho que todos tinham uma pulga atrás da orelha de como trariam Bracken de volta a cena. E mesmo não sendo ele o antagonista principal e esperado do episódio, no final, quando Lazaus se mostrou ainda maior do que seria, fui pega pelo gostinho de perceber a irônica repetição.

“Quem me conhece sabe que cheguei aqui hoje fazendo de tudo para completar o trabalho. E é esse tipo de liderança que o pais precisa.”

Cada peão e camuflagem usada 19 anos atrás (somado aos anos que já passou desde a 3ª temporada haha), vão se repetir para uma causa realmente maior. E depois de todas as conseqüências de um abuso de poder que Beckett presenciou, com certeza deixar a ideia de seu maior inimigo liderar o país pela qual ela vive para proteger, não passará sem incômodos por sua mente. No final, um ar longe, mente inquieta mirando a face de uma ameaça; a expressão perfeita para um plot que vai render outros muito bons episódios. Mas no futuro! Porque ao estender a mão para Castle que tentava tirá-la de seu desconforto, Katherine Beckett confirmava ser mais do que já foi. E um gesto pequeno para encerrar o episódio, se tornou tão significado: ela escolhia a calmaria que Castle lhe proporcionava em frente qualquer ódio impensado.

“ A única coisa que me deu forças foi pensar em você. Você estava comigo o tempo todo.”


Para fechar, a maior reiteração de uma forte personagem ante um sombrio se encontra no momento de sua maior fraqueza. A carta. Quando a sombra da morte realmente caiu sobre os ombros de Kate, ela reavaliou o melhor de sua vida, sentiu o chacoalhar de seus sentimentos. Eram emoções intensas que precisavam ser posto para fora e retratar o lado humano da Beckett que por muito tempo foi escondido, mas para a personagem foi, sobretudo a aceitação de sua força. Uma parceria que lhe daria o melhor dos motivos para continuar: um futuro. E então com todo o sentimento e entonação de dilacerar corações que Stana conseguiu dar (não pronunciem "relationship" na minha frente que caiu chorando), e para ninguém nunca duvidar, a presença de Castle em Beckett, Beckett em Castle será revigorante, sempre.






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PS: Eu terminei de escrever algo com sentido? Porque desde que vi esse episódio, mil e um sentimentos diferentes se chocam. Estava tão tensa e desorientada pela junção de todos os fragmentos dele que simplesmente não conseguia organizar nada. HAHA

PS2: Depois de querer me agarrar com a tela, vendo a carta, criei variadas possibilidades de num futuro esse pequeno papel ter um papel importante para levá-los a alguma pista, ou salvar um dos pombinhos. Não sei. Apenas sei que fantasiei Beckett sumindo de novo, Castle procurando e achando a carta... Mas era só os feelings gritando.

PS final: Stanaaaaaaa, fale russo no meu ouvido.