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domingo, 17 de novembro de 2013

O mundo está Em Chamas!



Sim, eu sou fã e surtei demasiadamente na estreia deste filme. Portanto, vou me abster de qualquer imparcialidade! Também aviso diante mãos que está repleto e transbordando de spoiler. E vou apenas destrinchar toda a minha empolgação, gostos e desgostos levados e avaliados pela emoção do momento e por esse sentimento que ainda está agarrado a mim mesmo após três dias que vi o filme. Não prometo nenhum texto bonito, nem estruturado; fiz sem comprometimento e apenas para extravasar.

Em Março de 2012, Jogos Vorazes, o primeiro filme da franquia, dirigido por Garry Ross, iniciou os trabalhos do que passou a ser a maior expectativa em adaptações livros-filmes juvenil dos últimos anos. O filme foi bem concebido pelos fãs, mas agregou alguma críticas, principalmente quanto a técnicas e recursos, outras relacionadas a abordagem corretas de personagens. Mudado o diretor, as sequências seriam agora assumidas por Francis Lawrence, e as perspectivas apenas aumentaram. Qual seria a ótica do novo diretor? Manteria a mesma fidelidade que Ross juntamente com a Suzanne, autora dos livros, utilizaram?

Quando estava acompanhando as novidades do filme, e até a última hora antes da estreia, confesso que estava muito insegura quanto a adaptação. Sabia que provavelmente seria superior, afinal o orçamento arrecadado com o primeiro exigia que fosse usada para tal melhora. Mas e o roteiro? E tantas cenas que poderiam ficar de fora ou serem mudadas... Alguns personagens que mereciam ter adaptações não desmerecidas.  Tudo isso dentro de um âmbito em que o livro tinha histórias e contexto em abundância e teria que ser compactado para poucas horas.  Eu era aquela que afirmava quando recebeu a notícia que “Mockingjay” seria dividido em 2, que preferia que “ Catching Fire” fosse. Afinal, diante do primeiro livro-filme, esse segundo traria a história do primeiro – preparação para os jogos e arena – mais a história da turnê e os primeiros levantes.  Como compactar sem cortar detalhes fundamentais ou deixar o filme corrido demais?


Então, dia 15 chegou (consegui ir a uma estreia, ainda que dublada, pela primeira vez.), e
todas as inquietantes questões seriam respondidas. E até agora ainda estou besta de terem fechado com A+ a maioria delas.


Minha primeira consideração vem das fidelidades, principalmente nas linhas orais; a falas. Para quem leu ao livro e foi flechada com as intensas trocas de palavras na primeira cena de destaque entre Katniss e o Presidente Snow, radiou ao ouvir a forma gradual como ele ia expondo os efeitos de líderes rebeldes, do sistema de uma sociedade totalitária e como manter a estrutura de repressores contra os repreendidos. A sagaz Katniss e seu “... é frágil mesmo, se um punhado de amoras pode derrubá-lo”. A cena retoma muito bem o embate entre os dois polos antagônicos, abrindo o conflito do que a protagonista teria que enfrentar durante boa parte do filme.

Outro ponto que destaco da fidelidade que me encheram os olhos foi a quantidade de
Precisava inserir uma foto desses dois fofos. Pode?
cenas que eu jurava que seriam deixadas de lado terem sido aproveitadas como detalhes. Claro que muitas delas apenas foram absorvidas pelos fãs, mas que aglomeradas como um todo deu ao filme um tom mais completo – um ponto que não vi no primeiro.  Cenas entre Peeta e Katniss que mesmo fora de seus âmbitos, foram adicionadas às outras e retomou a cumplicidade do casal que pouco foi trabalhado no primeiro episódio. Cores favoritas, “Sempre”, pequenos flashes de seus alentos e cuidados nas noites de pesadelos. E o que dizer do sangue de Snow no copo de champanhe já abrindo ‘parênteses’ para fatos que serão trabalhados nos próximos filmes. Para os novatos, possa ter até parecido deslocado, mas se abordado posteriormente, achei fantástico a mostra prévia, prometendo uma surpresa do entendimento posterior.

E ainda abordando os detalhes - e está aí uma palavras que podia muito bem definir o filme-  agora  envoltos no contexto sócio-político e sua crítica ferrenha, as analogias, ironia estavam subentendidas em muitas cenas, personagens e abordadas. O que não faltava eram pequenas particularidades pela qual tirar uma mensagem. Desde a pequenina neta do Snow, fantasticamente inserida para mostrar que a influência de uma ideia percorre variados segmentos quando bem instalada, à tacinhas que “ajudam” a consumir mais e mais alimentos, enquanto em distritos pessoas passam fome. 


Quanto a estrutura do filme, roteiro e evolução, em mim, digo que transcorreu perfeitamente. Diferente daqueles sedentos por ação e que alegam ter achado arrastado, digo que cada cena foi perfeitamente encaixada para explicar e trazer uma evolução. A primeira parte do filme fluiu de tal forma que em nenhum momento achei forçado. Diferente do primeiro longa que esta primeira metade seria uma grande apresentação do universo retratado atribuindo certa lentidão, desta vez o “fora da arena” já carregava o conhecimento de seu funcionamento e a rapidez com que fora jogava as cenas não se mostrou forçado. Ainda que digam ser uma reprodução do primeiro e assim soar ser um medo que me atingia, não achei que atribuiu a sequência o estigma de cópia da anterior. Era uma repetição necessária dos costumes, só que desta vez foi taxativa, sem delongas, como se os próprios personagens estivessem imperdoáveis quando à maçante tradição desgastada da Capital e usassem dela apenas para dar seu recado revoltoso. Treinamento? Enforco um antigo idealizador. Desfiles? Olhares desafiantes e duros. Entrevistas fúteis? Ofendo o sistema, retomo o símbolo que ferve o país.  “Não queremos seu perdão”.

Vi em muitas críticas e comentários a abordagem por falta de ação e sangue. E o que me parece é que muitos ainda não entenderam que este segundo filme é extremamente mais político que de agressão. Necessitava-se exaltar o contexto, as consequências dos feitos dos primeiros Jogos e todo o fervor dela na sociedade, a própria postura inquieta e desafiante anteriormente citada conjurando na Arena apenas a representação do contra-ataque e de como usar este como ferramenta iminente para a explosão da revolução.

Não trocaria a intensidade dos levantes por nenhum banho de sangue na arena. Cinna apanhando, chicotadas e a representação forte da repressão foram tão bem exploradas que dispensaram o apelo compassivo pelas mortes na Arena. A grandiosidade de como os distritos já se portavam inquietos foram o ápice do filme. A primeira cena da turnê da vitória em que Peeta recusa discursos prontos firmando sua própria palavra e Katniss até o momento retraída precisou deixar-se transbordar seus sentimentos foi grandiosa.  Seu contexto de “manter a lembrança da mão de ferro e ainda comemorá-la” dissolvida na representação sentimental e revoltosa calou até os mais barulhentos do cinema que estavam gritando até quando apareciam os matos do distrito 12. A Jennifer Lawrence trouxe as primeiras lágrimas do filme quando estampou em seu semblante a dor da Katniss. 

O estresse pós-traumático (que eu pensava ser abordado só no terceiro) focado na Katniss intensificou ainda mais. Mostrou o lado humano em paralelo ao universo manipulado e em revolução. Arena não foi uma deliberada experiência. Apontar que seus efeitos são mais que a representação de entendimento para a Capital que finda sua emoção quando se tem um vencedor. Seus efeitos para quem vivenciou vai além que um mérito, é doloroso, irreparável.   A primeira cena com o Marvel foi um choque e perfeitamente encaixada. Até um símbolo, uma fundamental imagem de exemplos possui mais fraquezas que e instabilidades do que se pode imaginar.

Parabéns a Jennifer Lawrence representou tão bem está humanidade. Que deu vida, dor e inquietude as agonias de Katniss.


Entretanto, outro ponto digno na adaptação, foi o merecido foco e evolução em variados personagens. A evidente valorização do Peeta foi algo orgulhoso de ver, o que riscou um dos meus maiores temores. O personagem cresceu e mesmo mostrando-se impelido sentimentalmente à Katniss, deixou notar que sua força não é física ou bruta e sim vinda das particularidades de suas palavras, jeito com o público e persuasão. Destaque total à Johanna Mason que roubou duas cenas dignas de “melhores” no filme, tirando a roupa e soltando um belo palavrão ao vivo e a cores. Outro personagem que achei muito bem trabalhado foi a Effie. Representante do lado alienado da Capital, trouxe comédia ao filme – Quem percebeu e amou a tirada do “mahogany” em homenagem ao sucesso que fez com os fãs?-, mas diferente do livro mostrou também um lado mais humano. Tanto a cena na Colheita: tentava manter a deturpada alegria, mas via-se no olhar e na situação tensa de armar suspense na imutável escolha da Kaniss, um vestígio de desconforto. Quanto na despedida para Peeta e Katniss.

Um balanço que deu uma dinâmica ao filme foi o equilíbrio entre comédia e drama. Diferente do primeiro houve muito mais cenas descontraídas que balanceava as angustias de cenas anteriores. E o mais interessante é que esta comédia era provida justamente da alienação dos cidadãos da Capital. Criticamente, eram tão exagerados em suas expressões – à Caesar e Stanley Tucci, minha admiração; que figura e que interpretação -, que representou nos risos que aquilo era o ridículo a ser dispensado.

Foram pouquíssimas coisas que trago como demérito. Muitos citam a falta do massacre em que Haymitch vence, entretanto eu acharia que seria corrido demais para se acrescentar. Acho que eles têm um “Mockingjay – Parte 1” em aberto que se utilizado com inteligência para não parecer deslocado, poderiam abordar tal cena. Quando saí do cinema, minha primeira consideração foi a falta do relógio de Plutarch, porém, melhor pensado, a exibição desse, considerando quem apenas está vendo o filme, deixaria óbvio a traição e duplo lado do personagem. Para quê tirar o gostinho da cena em que Snow o clama e não temos não nada como resposta? Portanto, o único fato efetivo que considero ter sido desvirtuado e mal utilizado, foi a estratégia de gravidez. Foi uma tática desesperada, ótima para atrair mais revoltas, mas foi utilizada apenas e unicamente naquele momento. Senti falta da menção dela na arena, em como “o joguinho para as câmeras” poderia ser mais aproveitados para continuar com a estratégia. Pareceu que foi esquecido diante do roteirista, o que deixou a tirada como algo meio desnecessário – o que não seria.

Contexto, temática, elenco, efeitos visuais, fotografia, trilha sonora. O conjunto do filme se resume numa explosão de produção, e como fã acho muito difícil não ter sido agradado com a adaptação, levando em conta que cinema e livro são dois veículos distintos de reprodução, cada um com sua particularidade.


Aproveitem o que o filme há para mostrar sem assumir uma postura negativa ou contrária apenas por ele está “nos holofotes”. E ainda que não seja a melhor produção do mundo ou ainda a melhor distopia existente, ressalto que em meio a tantos gostos vazios que circulam o mundo jovem, é válido uma história que possa acrescentar uma reflexão. E fãs, não encarem apenas como uma sociedade legal que ‘queriam fazer parte’ ou um romancezinho para entrar em discussão (não tem nem o que discutir, né? Peeniss é vida. Ok.). Temos elementos pelos quais surtar e reagir como fãs, e isso são válidos e até inevitável. Só não deveríamos deixar que tais seguimentos cegar a boa mensagem que a trilogia trás, fazendo de seu objetivo um efeito contrário.



PS lembrados de última hora:


1- Enganaram-nos direitinho no Trailer final, hein? E pensamos que a cena da Katniss na árvore atirando era a cena final... HAHA.

2-  Beach Scene, ah... querida, Beach Scene. Tudo bem que não foi o idealizado, mas valeu pelo beijo, certo?

3- A evolução do Tordo: Jogos Vorazes, Em Chamas e por fim, o Tordo liberto de A Esperaça arrepiou demais e juntamente com olhar desafiador de Katniss só vez crescer a ansiedade para o começo do fim. E àqueles que dizem que não ouve uma conclusão? Se é uma saga, é porque ainda há coisa para contar. E um círculo foi fechado sim nesse filme: Não há mais o que camuflar, apaziguar, a revolução começou, Panem está em guerra. 

4- (Sujeito a edição: Vou deixar reservado caso lembre de mais alguma coisa, o que com certeza farei.. ).

















terça-feira, 23 de abril de 2013

Especial: Dia Internacional do Livro - The Magic of the book collection


Dia Internacional do livro

Todo eterno sucede de uma marca. Um feito catalogado que de tempos em tempos retomará a essência de sua importância e reafirmará a magia de sua existência. Então, há muito, muito tempo, como que quisessem propagar ideias via papiro ou copilar leis em pergaminhos, consideravelmente contribuíram para um dos maiores feitos humanos. Registrar.  Uma ideia, um mandamento, uma história, um pensamento uno, benéfico ou reverso. Porque são de registro que se constrói uma cronologia, direciona-se uma sociedade, faz-se refletir seus erros e acertos.

Num 23 de abril em que Cervantes findava sua presença viva e Shakespeare também o fazia, os Dons clássicos trotavam por mentes que acabavam de abrir-se para o Classicismo e seus novos rumos. Ser ou não ser, tornava-se a questão e reiteração daqueles que encenavam a vida.  Portanto, homenagear livros - meio de comunicação historicamente imprescindível - no dia de nomes tão relevantes assinala que a morte deste é apenas um ponto de vista, pois páginas que se presem eternizam presenças universais.




E o melhor jeito de comemorar a existência de livros, é saber que eles estarão ao alcance. Que seu amontoado de páginas constituíram um todo repleto de ensinamentos. Uma irrevogável trilha de saberes acumulando-se para um melhor aprimoramento. Cada pequena sentença, palavras diversas tem o poder de renovar conceitos, acrescentar visões, travar batalhas que engrandecem a alma. E talvez seja por isso que estantes cheias de books encantam tanto. Cada capas diferenciadas, títulos inovadores preenchem o brilho no olhar daqueles que amam. Pequenos acréscimos de ideias enfileiradas constituído coleções de saberes.

Fiquemos, então, com a magia dos cantinhos e coleções de pessoas encantadas literalmente.

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Vejam linda coleção completa da Am.

" Eu amo ler, é uma das coisas que mais gosto de fazer, acho mágico poder estar em tantos lugares diferentes sem sair do meu quarto. Em relação a literatura, tenho duas frases que gosto muito:
" We read to know we are not alone." CS Lewis

"Palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de ferir e de curar." JK Rowling (Dumbledore, em Harry Potter) "


 Am do Blog Vinte e Poucos

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Veja a linda coleção completa da Iza.

" Livros? Tente "vida". Eu detesta ler, minhas notas eram ruins em português e inglês e tudo mudou com um único livro, ou melhor, uma coleção de livros. Isso inclui a escolha da minha faculdade (letras!). Harry Potter, o primeiro livro foi capaz de mudar minha vida... O gosto pela leitura nasceu com a magia do bruxinho mais famoso da história, desde então devoro livros e mais livros e viajo nas páginas. Já fui para vários países sem sair do meu quarto, já chorei, ri e sonhei. Os livros são amigos de tinta e papel que estão sempre lá, pedindo por uma leitura, um sorriso... Minha estante é algo quase que sagrado, só eu toco e assim fica. Livros, livros e mais livros... Nunca é demais. "

❤ Izabela Lopes do Blog Brincando de Escritora

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" Gostaria de dizer que esses livros são um dos inúmeros motivos que me fazem sorrir e ser quem eu quero ser, mesmo que só por alguns segundos, mesmo no meio de tudo! "

❤ Anna Júlia do Blog Fotografando Sonhos

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"Eu vivi mil vidas, atravessei centenas de universos e até toquei em algumas galáxias. Me apaixonei um milhão de vezes e fiz incontáveis amigos. Não, eu não sou um E.T vivendo entre humanos, eu só possuo a instigante habilidade de conseguir transformar rabiscos e palavras impressas em verdadeiros mundos cheios de vida. No fundo, eu sei que livros também são sinônimos de viver..."

  Giih Ferreira

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" Tem maneira mais gostosa de viajar do que dentro de nossa própria imaginação? Os livros pra mim são como portais que me levam a outros lugares, outros mundos, outras épocas, outras vidas... E, por isso, são o meu maior tesouro."

❤ Mye-Chan

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" Livro não é apenas sinônimo de imaginar ou perder-se em um outro mundo. Há uma coisa a mais, indiscutivelmente enobrecedora, construtiva. Uma adição, apuração de sensibilidade, perspicácia, ponto de vista, compreensão.
            Cada livro deixa uma impressão no leitor, uma nova perspectiva. Aprende-se tanto com as implicações do enredo e, não menos importante, com os personagens. Ah! Os personagens... Objetos de tamanho apego, admiração e até mesmo ódio. Cria-se uma conexão de tal forma que você passa a sentir os sentimentos dos mesmos. Alegra-se quando estão felizes e sofre quando também sofrem.
           E o que dizer do prazer de acompanhar uma saga? É incrível e surpreendente. Você passa a conviver com os personagens. Vê a evolução deles ao decorrer da história, bate boca, há outros em que você inexplicavelmente se apaixona, e chora ao ver a partida de alguns. O mais marcante depois de tudo isso é quando chega-se a última página, lê-se a última frase e depara-se com uma palavra tão minúscula, mas com tamanho poder. "FIM". E você fica ali, órfão, sentindo de imediato a nostalgia do momento. Aí acontece. Você percebe que é outra pessoa. Nasce-se de novo. Enxerga-se o mundo agora sob nova luz, nova ótica.
          Essa é a beleza do ato da leitura. A construção do ser. O aprimoramento dos sentimentos. Ler te faz quem você é."

❤ Gabriela Torres do Blog Caderno Expresso

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" A leitura é importante pois só com ela você pode deixar de ser completamente alienado naquilo que as pessoas falam para você que é bom. A leitura te ajuda a criar um censo critico único o tornando cada vez mais independente na sua forma de pensar."

 Amanda Vilela

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" São como filhos; guardo boas lembranças de todos e se me pedissem não saberia escolher entre eles. Tenho amor incondicional por todos."

 Gabriela Dunham

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" Leio porque uma vida apenas não é suficiente pra mim, quer ter mil. Quero viajar, voar, fazer magia. Amar e morrer de amor. Chorar e sorrir. Sofrer e ser feliz. Apenas os livros são capazes de me proporcionar tudo isso."

 Beatriz Cidreira

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" A minha paixão pela leitura começou ainda na infância. Na época era restrita às HQs que meu tio colecionava (*---* X-Men, especialmente!!! <3). Isso se devia mais à impossibilidade do acesso a outras fontes de leitura que qualquer outro motivo, mas sempre que tinha a chance me enveredava pelo mundo dos livros.
Assim que a oportunidade surgiu (aka: meu primeiro emprego) comecei a colecionar! Comecei também com os quadrinhos, pois eu era e ainda sou fascinada por estes. Mas logo minha atenção se voltou, também, aos mangás.
Levou um tempo até que finalmente adquirisse meus primeiros livros, uma vez que em nosso país os preços sempre foram altos... mas sempre que possível adicionava/adiciono algo novo às minhas prateleiras.
Minha estante é bastante modesta, muito aquém do que qualquer amante da leitura sonha. Tenho várias coleções incompletas (pense numa coisa que me causa dor no coração), e tantas outras que nem sequer comecei ainda...
Mas de uma coisa eu tenho certeza, cada um destes volumes deixaram sua marca em mim, e espera que tantos outros façam o mesmo, afinal esse é somente um dos poderes que um bom livro (mangá/HQ/etc.) possui! "


❤ Rose Naberrie

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" O homem é o que ele lê. O homem se completa à medida que vai congregando na memória os livros que vai lendo. Afinal, a palavra tudo pode, e ler é poder. Ler um livro é como se estivéssemos lendo uma mente, é poder saber o que o outro pensa, o que o autor pensa. Poder construir você mesmo, livro a livro. Construindo uma concepção de mundo e sendo capaz de compreender o que nos chega através da leitura, analisando e posicionando-se criticamente frente às informações colhidas, o que se constitui um atributo que nos permite exercer de forma mais abrangente e complexa, a própria cidadania. E nesse mundo repleto de atrações quase tudo puxa o homem para fora de si mesmo, mas a leitura permite puxar o homem para dentro de nós. Como disse Apolo conhece-te a ti mesmo. É lendo que tomamos conhecimento de nós mesmo. "



❤ Lissandra Dias

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Será que só sou eu quem ama admirar meus poucos títulos? Não é a questão de ter, nem a prioridade em quantidades. Mas sim a gostosa sensação de relembrar todas as histórias escaladas. O contexto em que elas vieram parar ali, seu tempo e seus redirecionamentos. Como cada conto fantasioso me trouxe uma dose exata de realidade. O quão bom foi senti-las. 



Ali há livros que marcam minha entrada no mundo da leitura, minhas discussões com pessoas que só me impulsionaram ainda mais nesse percurso (alô Lissandra e Beatriz).  E fazer uma retrospectiva de cada fase, cada personagens, histórias e filosofias só reafirmam que quem possui centenas de mundos distintos são capazes de possuir em si centenas de novos olhares.


❤ Paula Joane - Thoughts Party.

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Obrigada à todas as meninas que me enviaram seus tesouros e seus pensamentos. Foi muito especial tê-los aqui.

Feliz Dia Internacional do Livro.

Lembrem-se: "Livros não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas." - Caio Graco


terça-feira, 9 de abril de 2013

Symbol: Corujas.
















Corujinha - Vinícius de Morais



Piou longe, agitada de magia. Trazia no bico e unhas finas um ditar de filosofia. Que o oculto transforma-se num canto. E o espanto em sabedoria. Que enfeite, retrate, explore. Seja reflexão de uma mente sadia. 


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   Desde o começo do ano, batendo suas asinhas, corujinhas se aproximaram de mim. Parecia que essa enigmática ave estava simbolicamente por todas às partes: em itens adquiridos, marcadas em lugares que não podia imaginar. E quando dei por mim encarando essa pequena coleção sem proposito, comecei a imaginar se havia um significado, uma simbologia por detrás dessas penas. 






  Para quem sempre gostou de colecionar corujas ou acham o animal elegante, mas nunca soube exatamente os rótulos e significados aderidos por esse ao logo dos anos, procurei e trouxe aqui seus diversos históricos.


  Athene Noctua. Pequena Coruja.  Essa nomeação vem do latim e estabelece sua origem na mitologia grega, figurando a deusa Atena – ou Glaukopis, como também era chamada. O curioso é que Glaucos significa brilhantes e Opis, olhos. E se viajarmos ainda mais pelos radicais das palavras, descobrimos que essas possuem a mesma raiz de Glaux; coruja. Uma reafirmação íntima da relação entre olhos brilhantes das aves da noite e a deusa da sabedoria.


 Estar empoleirada ao ombro de Athena – revelando todos os segredos oculto, segundo 
dizeres de muitos - pode atrelar as Corujas os rótulos de conhecimento, significados de inteligência. Mas as ligações não se limitam a isso. Os gregos consideravam a noite como um momento de reflexão, propício para pensamentos filósofos. E talvez fora numa dessas sessões de pura cogitação que perceberam que a negritude da noite também era explorada por um animal alerta a qualquer tipo de farfalhar, uivo ou costumes desenvolvidos neste turno; olhos brilhantes sob o negro em total meditação. 





 Sábia e vigilante quanto a complexidades da noite, esse animal que consegue mover a cabeça em 270 graus - com o corpo imóvel - levantava suspeitas quanto a seus conhecimentos aos mistérios notívagos. Muitos povos a consideravam como um ser oculto, íntima do lúgubre que enxergava através das trevas. Embarcando nessa concepção, a imagem das corujas muitas vezes figuram fatos místicos.  

   Quantos bruxinhos não já vimos com sua fiel Coruja a tiracolo?  E quantos de nós ainda não esperamos que uma entre pela nossa janela com uma cartinha de Hogwarts? Ficção à parte, as corujas em Harry Potter e seus trabalhos como correio dos bruxos mistura clarividência e informação numa mesma passagem.






  Percebe-se, então, que apesar de todo ocultismo ou fachada sombria que estas aves fofas possam adquirir, sua essência sempre se volta a sabedoria. Nada mais justo então o curso de Filosofia tê-la como mascote. Mas as graduações que agregaram a esperta coruja não param por aí.  Se em historinhas e contos já a personificaram como sabias professoras, Letras e logo Pedagogia fazem questão de reforçar seus ensinamentos marcando como símbolo a Dona Coruja.





  Corujas-das-neves a corujas-buraqueiras, cada um desses bichinhos possuem seus próprios encantos e artimanhas de passar sua mensagem. Despertando fofura em uns, enigmas em outros. Mas, sobretudo que ela traga sabedoria para todos os momentos de nossos voos no desconhecido. Façamos do aprendizado um símbolo concreto. 

E para fechar as brilhantes e afiadas representações, enquanto pesquisava o bichinho descobri um álbum tão agradável quanto. E ele a tem no título. Fofura e sabedoria perto do coração.

Fiquem com o make-off de A Coruja e o Coração, interpretado lindamente pela Tiê. 



Inserindo vídeos do YouTube em uma página HTML

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Retrospectiva 2012: Paula Pimenta – Palestra Show no Colégio Social
















Paula Pimenta – Palestra Show no Colégio Social
(12-11-2012)


Para quem realmente viveu a ansiedade, correria e magia do dia 12-11-2012, mal pode acreditar que já fazem 3 meses que a autora Paula Pimenta veio à terras jequieense.  E como na época a minha própria correria não me deixou relatar aqui esse notável momento, nada mais justo e imprescindível que ele faça parte da sessão retrospectiva, encerrando os melhores momentos de 2012.




Imagine então, um anseio nosso sair das fofas páginas de seus livros escritos e achar-se tão perto de nós, distribuindo sorrisos e afirmando a cada sentença que uma luta valeu a pena? 


Foi exatamente assim a presença da autora mineira Paula Pimenta. Materializada de um mundo inicialmente improvável, mas a cada dia alimentado por suas obras, sonhado pela sua importância.



A ideia inicial foi lançada pela professora de língua portuguesa, Lissandra Dias, que desde que optou por seguir a carreira em letras, intencionava trabalhar com formação de leitores. Quando conheceu o trabalho da Paula Pimenta, ela viu naquela sintonia como conquistar seus alunos para o gosto da leitura e então começou a trabalhar “ Fazendo Meu Filme ” na sétima série. A medida que os trabalhos eram realizados, o desejo por concretizar todos os aprendizados, sonhos e fantasias aprendidas naquela leitura, tornaram-se cada vez maior. E por que não culminar a relação com a grande construtora das páginas lidas? Não foi fácil. Houve momentos em que se pensou em desistir, mas batalhando a cada oportunidade e com a parceria da rede Pitágoras, chegou-se a realização não só de uma mentora que acreditou em seus sonhos, como também de jovens leitores que começaram a descobrir o encanto das palavras.


Os preparativos para a visita da escritora mineira avançaram a todo vapor. A organizadora impulsionou e os fãs do colégio se mobilizaram. Cartazes, vídeos e apresentações foram preparados. 






E a grande realização do dia 12 não ficou restrita apenas aos portões do Colégio Social de Jequié. Com uma divulgação direcionada aos verdadeiros fãs da Paula, o dia ganhou visitas de fãs da região.






Programado para começar às 10 horas da manhã, a Paula chegou momentos antes para iniciar uma gostosa sessão de autógrafos e fotos.  Alunos da 5ª série ao 3ª ano levaram seus volumes de Fazendo Meu Filme 1, 2, 3 e 4, também Minha Vida Fora de Série e tiveram a marca Pimentinha em suas páginas. A Paula é tão meiga que para cada livro tinha suas próprias canetas coloridas para assiná-los: Rosa para A Estreia da Fani, Vermelho para Fani na Terra da Rainha, Azul para Fani e o roteiro inesperado, Roxo para Fani e o final feliz. Verde contempla Minha Vida Fora de Série, primeira temporada e uma caneta brilhante marca Apaixonada por Palavras.  Até os livros da biblioteca do colégio ganharam a marca da passagem da escritora! Bottons fofos de FMF e da Paula também foram distribuídos para a alegria da galerinha.


















Momentos antes de falar com os ansiosos adolescentes, os alunos do Social Júnior – alunos do infantil e fundamental I – receberam a presença da ilustre escritora. A galerinha mirim também perguntou e contemplou a ocasião.





E então, finalmente a criadora de Fani envolta por centenas de gritos de animação subiu ao palco. Alunos do ginásio ao ensino médio estavam a postos para ouvir atentamente o que a escritora tinha a dizer.  






Numa abertura preparada pela organização e executada pelos alunos do 2ª ano do ensino médio, Aonde quer que eu vá – Paralamas do Sucesso e Linda – No Voice soaram melodicamente. Mas as escolhas das músicas não foram ao acaso. Essas melodias marcaram a história de Leo e Fani, o casal da trama de Fazendo Meu Filme.






A Paula Pimenta começou falando um pouquinho de suas decisões profissionais; de seu passeio do curso de jornalismo à publicidade. Timidamente com sua blusa meiga de oncinha e sapatilha leve, ela confessou que sua paixão pela descrição e história foi decisiva nas suas mudanças de curso. Afinal, diante do curto e grosso relatos jornalísticos, suas palavras passeavam mais por um universo fofo em que a menina da matéria de assalto atravessava a rua com vestido amarelinho de bolinhas!






A Paula comentou também o quão difícil foi conseguir uma editora para seus primeiros trabalhos. Os “nãos” dados, as propostas que mais pareciam desvantagens. E como pouco a pouco, com a ajuda das pessoas próximas e de uma divulgação por meio daqueles que liam e gostavam, chegou onde está, encantando o público juvenil.





Depois de sua palestra literalmente show, foi aberto ao público fazer perguntas. A Paula respondeu sobre o Diário da Fani, sobre a possibilidade de fazer livros com tema mais adultos, a raça da Winnie e dicas de não desistir se você tem um sonho.


Atendendo a uma das perguntas, a Paula cantou a música que o Leo canta à Fani, Baby Baby, deixando o clima bem mais romântico e com ar de mágico.











Finalizando, a Paula Pimenta, distribuiu esmaltes da Fani e um CD do No Voice – banda mineira com destaque nos livros - para quem acertava suas perguntas. Qual é o e-mail do Leo? O nome dos cachorros da Priscila?  A data de aniversário de Leo e Fani? E o point da galera no 1ª livro? Vocês acertariam as perguntas? Eu queria o CD do No Voice, mas logo porque era ele a pergunta foi de Minha Vida Fora de Série, que ainda não li.


Após aplausos calorosos, mais autógrafos e fotos, a Paula infelizmente despediu-se. O Colégio Social sentiu-se muito feliz por tê-la em seu espaço.







A Paula Pimenta com seu jeito encantador e sua experiência, uniu o colégio em uma causa única, propagando a capacidade de nunca desistir de seus sonhos, correr atrás para que eles se realizem. A autora conquistou o gosto de sua plateia e fez prevalecer, por tempo indeterminado, o precioso gosto pela leitura. Embalados pelos seus melódicos acordes e palavras macias, o conhecimento chegou discreto e contagiou todos. Depois do marcante encontro, seus leitores saíram melhores, não somente por terem se realizado, mas também por terem agregado suficientes temperos para qualquer realidade ou ficção mais prazerosa.





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Desculpem pelo texto ruim. Fiz às pressas, para não deixar passar. :)